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xareu
Desde: 29/09/2005      Publicadas: 1      Atualização: 29/09/2005

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 A Xarelandia

  29/09/2005
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Xareu na rede

Va mos contar a verdadeira historia do xareu na rede

Xareu na rede
XARÉU NA REDE Já em 1588 o padre Anchieta falava da fartura de xaréu em Meaípe e foi essa fartura que certamente fez nascer essa história contada de geração em geração ainda hoje em Meaípe: Contam os moradores mais antigos que havia uma grande quantidade de pescado em Meaípe não só de xaréis, mas também de sardas, cações, bonitos, baiacus e outros mais. Para apanhá-los os pescadores utilizavam redes de espera que eram deixadas no mar e miradas uma ou duas vezes por dia. Acontece que o xaréu é um peixe muito violento e se não for tirado da rede pode até estragá-la. Naqueles tempos o povo da vila era muito religioso, seguindo o catolicismo com muito rigor. As missas eram celebradas em Latim e os padres ficavam de costas para os fiéis, como mandava a tradição da época. Em Meaípe só havia missa (celebração com padre) de seis em seis meses e quando isso acontecia envolvia toda a comunidade que esperava ansiosamente por aquele momento. Numa dessas esperadas missas, " provavelmente lá pelo século XIX " a igreja de Sant´Ana estava cheia e o padre (de costas) estava pregando o sermão normalmente, até que os fiéis ouviram um grito de um pescador que não tinha ido a missa naquele dia: "- Xaréu na rede!, o xaréu tá acabando com as redes na beira da praia..", pronto! Foi o suficiente para que todos os fiéis abandonassem a missa e deixassem o padre pregando sozinho (e de costas!), quando ele acabou o sermão e se virou de frente ficou surpreso ao ver a igreja vazia e os fiéis na praia retirando as suas redes antes que os xaréus as destruíssem. Ultimo parágrafo Essa história ganhou fama fora de Meaípe, as pessoas de outros bairros de Guarapari ficaram sabendo e passaram a gozar os moradores de Meaípe. Isso acontecia principalmente nas partidas de futebol e quando alguém de fora gritava:" " Xaréu na rede!" era o chamado para briga e como houveram brigas. ou O caso do conto do xaréu é interessantíssimo, pois quando surgiu era usado pela população de fora da comunidade (Guarapari, Muquiçaba) como motivo de chacota, fazendo com que acontecesse várias brigas, principalmente nos jogos de futebol, entre o povo de Meaípe e pessoas "de fora", criando assim uma definição de identidade coletiva de "fora para dentro", com o passar do tempo a própria comunidade internalizou essa definição, e, hoje (apesar do sumiço do xaréu, que entrou em extinção) as gerações mais novas assumem o "conto do xaréu" como formador de sua identidade coletiva, surgindo agora uma definição de "dentro pra fora". Gerson Almeida professor de história
  Autor: Gerson





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